







Quando escrevi este livro foi decorrente da experiência como professor de Kirigami, onde via muitas pessoas com muita dificuldade de criação e extremamente dependentes do molde, como já estava cansado de só passar moldes resolvi dar uma oficina pelo método criativo, e para tal escolhi um grupo de Cornélio Procópio onde de início os alunos se assustaram ao saber que nesta oficina eles não poderiam usar os modelos como moldes. Qual foi a minha surpresa? Todos os alunos começaram a criar kirigamis baseados nos modelos mas sem copiar nenhum molde. Qual foi a minha reflexão? Percebi que muitas vezes quando damos um molde nós matamos o processo individual de criação, esta constatação ficou me apertando por muito tempo até que uma amiga me deu uma outra visão da imitação do molde, quando uma pessoa decora um molde, ela o faz de coração onde sua vontade é tão grande de se apropriar desta forma que a faz repetir tantas vezes até introjetar esta ideia, quando ela se sentir pronta ela vai se arriscar a criar conforme suas necessidades, depois disto parei de sofrer e ensino kirigami tanto pelos métodos criativo como o imitativo.




De 19 a 21 de maio de 2009 acontece a Semana Naciona do Museu de Arte de Londrina (mais informações).

No dia 20 de maio de 2009, aconteceu a Oficina de Kirigami, das 9h às 12h, em cuja ocasião foi feita a Contação de História.
E, devido ao sucesso do evento, foi planejada uma nova oficina, que aconteceu no período de 20 a 24 de julho de 2009.

Em horários programados e divulgados, a contação de histórias é realizada para os participantes, bem como há o momento em que todos confeccionam manualmente suas peças de kirigamis, cujo enredo vai aproximando a construção da história em formato de livro.
Geralmente, nestes há a exposição de peças geométricas, cujos detalhes demonstram cortes vazados e variados, além da composição policromática.
Nesta prática, as crianças são convidadas a compor o tema "Animais da Natureza"; e elas mesmas recortam suas próprias peças de kirigami.
IMAGINAÇÃO SOLTA. "Não é muito difícil. Lá em casa vou tentar fazer um poodle". A afirmação é de Victória Carolina, 10 anos, que participou de curso de kirigami. De tão simples, a técnica japones apode ser ensinada em apenas uma tarde. Minicursos para crianças e adolescentes estão sendo oferecidos em Londrina.
A IMAGINAÇÃO GANHA FORMA COM PAPEL E TESOURA. Pegar um papel, dobrar, cortar aqui e ali, abrir e ter um elefante prontinho, com olhos, as grandes orelhas, tromba e rabo, e que para em pé. Parece mágica, mas é uma técnica japonesa chamada kirigami. O kirigami é tão simples que sua essência pode ser ensinada em apenas uma tarde. E é o que o artista plástico Angelo César Meneghetti vem fazendo desde segunda-feira no Museu de Arte de Londrina, por meio de oficinas.
Os minicursos, direcionados a crianças e adolescentes de 6 a 15 anos (mas abertos à participação de qualquer um havendo disponibilidade de vagas) acontecem até sexta-feira, das 14h30 às 16h30. Haverá uma turma nova a cada dia, com até 15 alunos. Como Meneghetti fornece todo o material necessário, é cobrada apenas uma taxa de R$10 por participante. As inscrições podem ser feitas no local.
"O kirigami trabalha de forma lúdica, o raciocínio, a simetria, dimensões , formas geométricas, proporção, multiplicação e até o teorema de Pitágoras. Também é uma forma de satisfação pessoal, que faz muito bem para a autoestima", enfatiza o artista plástico. "Depois de aprender, nunca mais você vai olhar para o papel e enxergar apenas uma folha em branco, e sim o infinito de possibilidades que o papel permite", garante.
A professora Cristiane dos Santos conhece Meneghetti há tempos, e seu filho Emanuel, 8 anos, cresceu moldando sua imaginação com papel e tesoura. "Tinha trazido meu filho para visitar o museu e por coincidência estava tendo a oficina. E ele adora fazer esses 'brinquedos de papel'. Tem uma caixa cheia deles em casa", revelou Cristiane. "Trabalha a coordenação motora fina, a criatividade, a sensibilidade, a imaginação", enumera, acrescentando que o filho depois brinca com as próprias criações.
"Fiz um dinossauro, coelho, pássaro, gato, cachorro e inventei um porquinho", revelou Emanuel, sem largar a tesoura.
A dona de casa Ana Rita de Souza, 51 anos, viu os animais tridimensionais confeccionados apenas com papel e não se arriscou a aprender. "Achei que seria difícil pra mim, crianças têm mais agilidade", confessou, para em seguida elogiar a desenvoltura da filha, Victória Carolina, 10 anos. "Não é muito difícil, valeu a pena ter vindo. Lá em casa vou tentarfazer um poodle. E quero voltar aqui para aprender outras coisas", planeja a garota.
Mas Leandro Toledo do Amaral, 22 anos, que auxilia Meneghetti nas oficinas, mostra que não há idade certa para aprender kirigami. "Uma vez a diretora do colegial me viu fazendo kirigami, gostou e chamou o Ângelo para explicar no colégio. Vários professores também se interessaram. Fiquei alegre em ver que com um simples papel foi possível fazer essa revolução toda".
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Cortar kirigami em eventos é sempre uma diversão, porque sempre aparece um repertório de pessoas interessantes e pontos de vista diferentes a serem explorados como potencial de motivação a novos desafios em propostas de kirigami.
Sempre tem alguém que quer e merece algo diferente, especial, exclusivo para esta pessoa, como um retrato em kirigami da sua própria imagem ou uma criação exclusiva, única.
O kirigamista faz mais que vencer desafios, ele os eleva a quase perfeição e a um outro nível que sensibiliza e arrebata o expectator.
Se kirigami é arte ou artesanato, pouco me importa, me importa o efeito sensível, excitante, instigante, intelectualizante, transcedente e o valor agregado que um pedaço de papel assume ao se tornar um Kirigami.
Aqui estão alguns momentos do inicio do trabalho de kirigami dentro do evento Biblioteca viva intinerante no Zerão. Foram 3 horas de atividades recreativas, encontrei vários amigos e ex-alunos. Sempre é gratificante participar de eventos.
O kirigami surgiu na China com a própria invenção do papel conhecido como Jian Zhi com uso de facas (estiletes) ou tesoura. Quando foi levado para o Japão desenvolveu duas vertentes, o Origami (Ori=dobrar e Kami (lê-se Gami) = papel e o Kirigami (Kiri = cortar e Kami = papel) que ao pé da letra seriam as artes de dobrar e cortar papéis, onde se tornaram duas artes independentes. O kirigami e o origami fazem parte do currículo escolar no Japão desde o séc. XII, outro nome é o Kirie que significa imagem cortada.
No Brasil o kirigami surgiu com a imigração japonesa, no Paraná, veio em forma de uma figura ontológica chamado de Circuíto, famoso andarilho que ganhava a vida vendendo seus kirigamis pelo norte do Paraná. Depois de sua morte, aqui em Londrina, houve um hiato que só foi rompido com o meu trabalho (Ângelo).
Para mim kirigami surgiu com a força de um arrebatamento, já havia terminado o Mestrado em Microbiologia e estava lecionando química quando (Nádia e Nívea) me pediram pra ajudar a decorar a sala de inglês para o dia das bruxas. Dentro da limitação da escola pública, só havia papel, e instintivamente já comecei a cortar, até que um anjo chamado Deiko Miya me perguntou "onde você aprendeu isso? isto é kirigami!" e como uma luz me iluminasse eu me espantei -como saber algo que nem sabia que existia e como posso saber tanto de algo que nunca aprendi? Depois disto foi uma bola de neve que foi crescendo até chegar aqui.
Hoje eu crio, pesquiso, ensino, exponho, divulgo e formo público de kirigami em Londrina e região além das performances de histórias cortadas, onde conto histórias, crio os personagens e os animo na dinâmica da narrativa em feiras de Livros para incentivo a leitura.
O kirigami bidimensional pode ser classificado em três grandes grupos: os assimétricos, os simétricos e os de simetria mista.
O kirigami tridimensional é um universo maior ainda, onde, no curso, começo com kirigami tridimensional de simetria bilateral, e conforme os alunos aprendem os eixos de simetria, vou ensinando a aplicação dos eixos de simetria para a terceira dimensão. Há algumas vertentes no que se refere ao corte, o pop-up de cartões que pulam a imagem, o origami arquitetônico que usa estilete para desenhar fachadas de arquitetura e puxá-las para a terceira dimensão e a colagem com sobreposições de papéis cortados.
O kirigami estilo tesoura livre mostra instantaneamente que não é preciso mais nada. O uso de cola não desmerece o trabalho na construção de kirigamis geométricos que abrange os regulares, os semirregulares e os irregulares.